A incrível história do homem-boi
por Marcos Lotufo
Foi numa cidadezinha
Do interior de Goiás
Que nasceu de manhãzinha
Um ser bizarro demais
De homem tinha só aparência
E alma de boi por essência
O ser estranho cresceu
No meio de vaca e boiada
Dizia que tudo era seu
a mãe vendia por nada
Falava sem nada dizer
As mãos, balançava de prazer
A mãe, coitada criatura
Já não sabia o que fazer
Pondo a mão na cintura
A cara, não sabia onde meter
Disse um dia: Vou tomar a decisão
Assim não tem jeito não
A mãe chamou o fiasco
Especialista em mentirão
Que veio batendo casco
Já dizendo -”não fui eu não”
Se disserem que foi eu nego
E vou me fazer de cego-
-Não é nada disso meu filho
Não vou te acusar de nada
Nós queremos te botar nos trilho
Enfrentar nova jornada
Aqui nós não te agüentamos
É você ou nós que partimos-
Disse a mãe bem assim,
Sem saber como chamá-lo
-Ide rez achar seu fim,
alguém há de curá-lo
vai ser doutor de gente
ou veterinário competente-
sem saber seu próprio nome
saiu mugindo e gritando
e pensando num codinome
e o nome soletrando
pra mostrar erudição
juntou inglês com conjugação
De “ide rez achar seu fim”
Pra “Ires rez achar teu end”
E pra encurtar seu nome enfim
Ficou somente “Ires Rez End”
Mas a história não acaba aqui
Ele seguiu aprontando daqui e dali
E com o tal do mentirão
Enganou até gente boa
Mas juntou de espertalhão
A gente ruim e atoa
Para o povo enganar
disse que ia era governar
Como era conhecido
Como bicho de curral
De vaca boi ou algo parecido
Ou de cunho eleitoral
Foi logo pensando num jeito
De acabar com esse defeito
Juntou a tropa toda
Para um plano elaborar
Quero mais é que se exploda
A eleição eu vou ganhar
Vou prometer ilusão
E aplicar o mentirão
Curral é de terra e bosta
E é disso que o bicho gosta
Vou tomar a cidade de assalto
Prometendo um grande asfalto
Vou prometer, claro, cultura
Mas é de agricuária e pecultura
-Ah! Que dia feliz-
Dizia “Ires Rez End”
-Venci o diz que me diz
Mentirão até que rende
Chegando a esta altura
Vou cuidar da cultura-
No início da gestão
Viu que tal secretaria
Ia dar um trabalhão
Isso ele já sabia
Consultou ovinos e caprinos
Muares e girinos
Para essa pasta ocupar
Quero algum espertalhão
Que não queira nem pensar
E que seja fanfarrão
O branquinho a sua cor
E se foi de enfeite, melhor
Mais uma vez o importante
É mostrar erudição
O espertalhão virou “clever”
A cor ficou “branquinho”
E o enfeite acabou “adorno”
E está resolvido o transtorno
No pasto da … digo
Na pasta da cultura
Olhando pro próprio umbigo
Ficou um “Clever Branquinho Enfeite”
Apoiado por Ires Rez End
Acho que Você me entende
E assim foi minha gente
Que nessa história inventada
Um ser híbrido virou gerente
E um esperto sentou morada
Nesse reino de loucura
Onde impera a falsa cultura
Não esmoreça meu amigo
Fica atento, pensa e diz
Quem olha pro próprio umbigo
Tropeça, arrebenta o nariz
Logo conto outra história,
De um povo cheio de glória
Vocês vão ver a verdade
Imperar mais uma vez
Vamos ver nossa cidade
Cheia de glória e honradez
A verdade vai triunfar
E nós, enfim, poder trabalhar.
Fim
esse texto é do Marcos Lotufo, meu professor na faculdade e um dos colaboradores master da Oficina Geppetto em Goiânia.

Galeria de desenhos dos fãs de Iron Man!
São desenhos feitos por ilustradores profissionais e até mesmo crianças que assistiram e são fãs do filme.